A produção de papel e celulose é uma das operações industriais mais desafiadoras para qualquer sistema de lubrificação. O processo exige que máquinas colossais operem em regime contínuo (24/7), enfrentando uma combinação agressiva de umidade extrema, altas temperaturas e a presença de agentes químicos corrosivos.
Nesse cenário, o lubrificante deixa de ser um insumo comum para se tornar um elemento crítico de proteção de ativos que valem milhões.
Para as indústrias que buscam aumentar o uptime (tempo de atividade) e reduzir os custos de manutenção, entender as particularidades da lubrificação em cada etapa da produção — desde o pátio de madeira até a mesa formadora e as calandras — é o primeiro passo para o sucesso operacional.
Os desafios severos do ambiente de papel e celulose
Para que uma planta de papel e celulose opere sem interrupções, o lubrificante deve ser capaz de superar obstáculos que destruiriam produtos convencionais em poucas horas:
- Contaminação por água e vapor: No processo de formação da folha e secagem, a presença de água e vapor é constante. O lubrificante deve possuir excelente demulsibilidade (capacidade de se separar da água) para evitar a formação de emulsões que causam corrosão e falha de lubrificação.
- Altas temperaturas na secagem: Nos cilindros secadores, os rolamentos operam sob calor intenso e constante. O óleo precisa resistir à oxidação térmica para não gerar borras que obstruem os canais de lubrificação.
- Cargas elevadas: As prensas e calandras exercem pressões lineares imensas para desidratar e dar acabamento ao papel, exigindo um filme lubrificante com altíssima resistência à ruptura.
- Ambiente corrosivo: Os produtos químicos utilizados no branqueamento da polpa geram atmosferas ácidas que atacam as superfícies metálicas expostas.
Soluções estratégicas para pontos críticos
A Ecolub Química oferece tecnologias formuladas para atender às rigorosas exigências das máquinas de papel (pm – paper machines). Veja como otimizamos os principais pontos:
Rolamentos dos cilindros secadores
Esta é uma das áreas mais sensíveis. Utilizamos óleos circulantes com aditivação isenta de cinzas (ashless) e altíssima estabilidade oxidativa.
Isso impede que o óleo “cozinhe” dentro dos rolamentos, mantendo o sistema limpo e livre de vernizes, o que reduz drasticamente a necessidade de limpezas químicas e trocas prematuras de rolamentos.
Engrenagens e redutores do pátio de madeira
No início do processo, nos descascadores e picadores, o choque mecânico e a sujeira são os maiores inimigos.
Graxas e óleos de engrenagens com aditivos de Extrema Pressão (EP) são fundamentais para absorver os impactos e proteger os dentes das engrenagens contra o desgaste por fadiga.
Rolamentos da parte úmida
Na mesa formadora, o desafio é a lavagem por água. Aqui, a aplicação de graxas de Complexo de Alumínio ou Sulfonato de Cálcio é a escolha ideal. Esses espessantes possuem uma resistência natural superior à água, garantindo que o lubrificante permaneça no ponto de aplicação mesmo sob jatos constantes.
O impacto financeiro da lubrificação preditiva
Em uma indústria onde uma hora de máquina parada pode custar milhares de reais, a transição da manutenção reativa para a preditiva é vital.
- Análise de óleo sistemática: Monitorar a presença de água e partículas de desgaste no óleo circulante permite identificar problemas antes que eles causem uma parada catastrófica.
- Filtragem offline: Em sistemas de grande volume, a implementação de sistemas de filtragem adicional pode estender a vida útil do óleo por anos, reduzindo o custo de aquisição e descarte.
- Eficiência energética: Lubrificantes sintéticos reduzem o atrito interno nos redutores das máquinas de papel, o que se traduz em uma redução direta no consumo de energia elétrica de toda a planta.
Tabela de aplicações no setor de papel e celulose
| Etapa do processo | Equipamento crítico | Principal requisito técnico |
| Pátio de madeira | Picadores e transportadores | Resistência a choques e contaminantes sólidos |
| Mesa formadora | Rolamentos da parte úmida | Resistência à lavagem por água e proteção anticorrosiva |
| Prensas | Rolamentos de pressão | Alta resistência ao filme lubrificante (Viscosidade estável) |
| Secagem | Cilindros secadores | Estabilidade térmica e resistência à oxidação (Ashless) |
Sustentabilidade na produção de celulose
Alinhada à vocação sustentável do setor de papel e celulose, a Ecolub Química disponibiliza lubrificantes biodegradáveis para áreas onde o risco de vazamento para os cursos d’água é elevado. Isso ajuda as empresas a manterem suas certificações ambientais e reduzirem o passivo ecológico da operação.
Menos paradas e reparos
Aumentar a eficiência no setor de papel e celulose exige um olhar técnico sobre cada gota de lubrificante que circula na fábrica. Quando o produto certo é aplicado da forma correta, o resultado é uma planta que opera de forma suave, com menos paradas para reparos e uma vida útil estendida para seus componentes mais caros.
Sua planta está enfrentando problemas com borras em cilindros secadores ou corrosão em rolamentos?
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